Bárbara Salimena

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Vivienne Westwood

26/04/2014

Vivienne Isabel Swire nasceu em Tintwistle, Derbyshire, em 1941. Sua mãe trabalhava em uma fábrica de algodão e o pai pertencia a uma família de fabricantes de calçados. Quando tinha 17 anos, sua família mudou-se para Harrow. Lá, Vivienne estudou na Harrow Art School, e após um semestre resolveu preparar-se para lecionar. Ela acreditava que uma moça da classe trabalhadora jamais poderia ganhar a vida como artista.

 

Em 1961, casou-se com Derek Westwood, um aprendiz da fábrica Hoover, e em 1963 deu à luz seu primeiro filho, Benjamin. O único indício de sua futura carreira estava nas bijouterias que fazia, e vendia numa banca da feira de Portobello.

 

Em 1967 conheceu Malcom McLaren, com quem teve um filho, Joseph Corré. No começo da década de 1970, o casal comercializava rádios antigos que eles mesmos consertavam nos fundos de uma loja chamada Paradise Garage, situada em King’s Road, em Londres. O proprietário do estabelecimento era Trevor Miles, e vendia discos e artigos importados relacionados à cultura americana. Com o tempo, Miles concordou em vender as roupas propostas por Westwood e McLaren.

 

Quando a loja faliu, Vivienne e Malcom ficaram com o espaço. A estilista realizou seu sonho quando McLaren decidiu abrir a boutique Let it Rock. Como o nome Let it Rock já sugere, as peças criadas pela estilista traziam influências vindas do rock - dominava o preto e vermelho, tartan (xadrez escocês), peles, correntes, e os chamados creepers: calçados com solados altos de borracha.

 

Westwood e McLaren combinavam música, cultura popular e moda. Em seus empreendimentos, tentavam usar suas habilidades criativas de todas as maneiras possíveis. Como Malcom McLaren era produtor da banda Sex Pistols, os integrantes exibiam os modelos de Westwood, e ela, por sua vez, criava uma imagem marcante para a banda punk. Em referência ao nome da banda e também ao apelo fetichista adquirido pela loja, em 1974 a mesma passou a se chamar Sex. Em seguida virou Seditionaries, e por fim, em 1980, o espaço conquistou o nome que leva até hoje: World’s End.

 

O punk passou a ser comercializado em 1981. Em parceria com McLaren, Vivienne apresentou uma das coleções mais fortes de sua carreira, batizada de Pirates, inspirada no movimento New Romantic (New Romantic foi um movimento musical e comportamental de curta duração, dentro da New Wave, que atingiu seu ápice no Reino Unido e Irlanda do início da década de 1980). Ainda em 1981, a designer declarou à revista The Face: “A razão que me leva a fazer moda é destruir a ‘conformidade’. Nada me parece interessante, a não ser que contenha esse elemento”. A coleção Buffalo Gals em 1982 foi sua primeira exibição em Paris, e também o nome do hit de McLaren na parada musical.

 

Apesar de estarem presentes na passarela, as coleções de Vivienne ainda eram consideradas moda de rua no Reino Unido, e apareciam apenas em revistas como The Face e I-D. Já na Itália, a moda de Vivienne foi levada à sério, e isso resultou num acordo com um financiador italiano, Carlo D’Amario.

 

Em 1983, após problemas financeiros com a abertura de outra loja em Londres, Vivienne e McLaren se separaram, e a estilista resolveu morar na Itália. Logo D’Amario negociou com Armani um acordo para financiar, produzir e comercializar sua produção.

 

A designer possuía experiência em moda cult, e suas habilidades em alfaiataria se tornaram importantes em sua etiqueta solo. Fascinada por história, desenvolveu a coleção Mini-Crini, em 1986, uma mistura do século XIX com estampas pop. Na mesma época, seus sapatos rocking horse se tornaram populares nas boates.

 

Westwood passou a interpretar manipulações históricas da forma feminina, concentrando-se nos quadris e nos seios com o uso de enchimentos e espartilhos. Sobre suas criações, a designer declara: “Não estou tentando fazer uma coisa diferente; estou tentando fazer a mesma coisa, mas de uma maneira diferente.”

 

Em 1986, Vivienne voltou a Londres, e desenvolveu certo interesse por técnicas e tecidos britânicos tradicionais. A coleção Harris Tweed, de 1987 tinha elementos de tiro, caça e pesca, que logo se tornariam caraterísticos, embora tipicamente subvertidos.

 

O fascínio da estilista pelas tradições escocesas levou-a a encomendar para a coleção de 1993 um tartan, com o qual homenageou seu atual marido Andréas Kronthaler, dando-lhe o nome de McAndreas.

 

Em 2004, o site francês aufeminin.com comentou sua coleção para outono-inverno 2004-2005 dizendo: “Não falta punch à avó da moda inglesa! Em sua imaginação, os tartans misturam-se às listras, as tiras sustenram a silhueta e as anáguas com rendas são usadas com sapatos de plataforma num anti-conformismo reconhecido...”.

 

Ainda em 2004, a consagrada e sempre provocativa em relação à monarquia Westwood, serviu de inspiração para vários estilistas, e foi homenageada com uma retrospectiva de seu trabalho no Victoria and Albert Museum de Londres, quando manteve seu estilo comparecendo à noite de abertura vestida de vermelho e usando pequenos chifres pregados na testa.

 

Vivienne Westwood foi nomeada British Designer of the Year em 1990 e 1991, laureada com a Ordem do Império Britânico em 1992 e o título de Dame em 2006.

 

Sua empresa é de grande importância na moda britânica, e provavelmente a de maior sucesso no globo, ao lado da de Paul Smith, sendo composta pelas linhas Gold Label de semi-couture, Red Label para prêt-à-porter, Westwood Man com roupas para homens, e a linha mais em conta, de jeans, Anglomania.

 

Dame Westwood é assumidamente contra o consumismo exagerado. Chegou a dizer em 2007: “Se você tem dinheiro para comprar roupas, compre-as de mim. Mas não compre muito”.

 

Vivienne não segue regras, e cria suas próprias. Interessada em moda ecologicamente correta, a estilista busca inspiração e transita pelo submundo, mas as causas politicamente corretas estão sempre em foco, como os manifestos que escreve para alertar o mundo sobre as mudanças climáticas e a devastação de florestas. Atualmente o preto, o vermelho e as peças destroyed, tão características de suas criações, dividem o espaço com acessórios com mensagens como “respeite o planeta”.

 

Com a postura de quem viveu o movimento punk, Vivienne segue contestadora. Acha a geração atual conformista, e diz que esta não sabe tirar proveito das duas principais funções da moda: diversão e expressão.

 

 

POSTADO POR: Bárbara Salimena

Imagem: Vivienne Westwood. A imagem não pertence ao Holy Chic. Foi encontrada na internet e reproduzida apenas para ilustrar o post.

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Bárbara Salimena, 27 anos.

É formada nos cursos Artes e Design e Moda da UFJF. Vegetariana, é apaixonada por animais em geral, mas seus maiores amores são a cadelinha Isis e os gatinhos Mia, Vicky, Nick e Lucy. Adora moda, lanches, maquiagem, música, filmes e ler um bom livro.