Bárbara Salimena

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Sobre o amor

12/06/2014

Quando a Bárbara me pediu que escrevesse um texto sobre amor, minha primeira reação foi me derreter de ternura. Principalmente porque eu imaginei os motivos e muito me agradou que eu tenha sido escolhida para tal façanha. Ela me disse que eu não precisava restringir ao primeiro conceito de amor que nos vem à mente, ainda mais por estarmos sugestionados pela data que logo vem: o fatídico dia dos namorados. O interessante é que, contrariando toda a minha natureza, não foi bem o amor romântico que logo me ocorreu.

 

Lembrei de imediato de uma tirinha dos famosíssimos Calvin e Haroldo, personagens do mais-que-genial Bill Watterson. É uma tirinha em que o Calvin se desculpa com o seu amigo por não ter comprado para ele um presente de Natal - por fim, o presente que ambos se dão é um "abraço de amigo", tão comovente que pessoas facilmente derretíveis (como eu, rs) choram junto com os dois. Contando assim parece besta, como qualquer tentativa de narrar o inenarrável. Descrição alguma expressa o que se passa de sublime nessa tirinha (que vocês podem ver nesse link aqui, não precisamos morrer de curiosidade).

 

Creio ter me lembrado especificamente dessa peça porque acho que o amor está ligado com o singelo e com o sublime. Muitas vezes o amor pode significar falta - como Platão nos diz n'O Banquete, ele é o desejo por aquilo que não temos. Podemos interpretar de diversas maneiras essa afirmativa, tirando-a do seu contexto original; mas, no geral, quando pensamos nos diversos contos e mitos que povoam o nosso imaginário coletivo, pensamos em príncipes e princesas solitários que, por fim, se encontram. Existem narrativas infinitas que tratam desse assunto (aliás, tem uma lindíssima que eu descobri há algum tempo, também sob forma de quadrinhos, que pode interessar aos nossos prezados leitores. Chama Princess Princess [em inglês], de uma moça chamada Katie O'Neill. Quem quiser, pode tentar achar o sublime dessa narrativa de tema clássico, mas com personagens pouco usuais).

 

Não quero me alongar muito, porque minha intenção não é fazer nenhum tratado teórico sobre o amor nem matar ninguém de tédio. Na verdade, eu intentava dizer coisas muito bonitas que eu descobri sobre o amor, a paixão, o vazio existencial que perpassa esses dois sentimementos distintos e as diversas maneiras que o vazio nos motiva a buscar o outro - seja esse outro um familiar, um amigo, um namorado, um bichinho de estimação, qualquer outro ser que nos faça sentir, se não completos, menos vazios. Mas, pro momento, não precisamos de tantos e tão profundos temas. Posso dizer, apenas, que acredito muito sinceramente que a completude de que necessitamos para viver em harmonia não tem que vir necessariamente de fatores externos - mas o outro nos importa porque, se dele precisamos, ele também precisa de nós. E é aí que está o amor - na troca complementar que fazemos diariamente com aqueles por quem temos afeto.

 

Um beijo, e amem muito todo mundo em todos os dias do ano. Amor é dessas coisas que quanto mais a gente doa, mais a gente tem pra ofertar <3

 

 

POSTADO POR: Mayara Peixoto

Imagem: pensarenlouquece.com

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Bárbara Salimena, 28 anos.

É formada nos cursos Artes e Design e Moda da UFJF. Vegetariana, é apaixonada por animais em geral, mas seus maiores amores são a cadelinha Isis e os gatinhos Mia, Vicky, Nick e Lucy. Adora moda, lanches, maquiagem, música, filmes e ler um bom livro.