Bárbara Salimena

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Resenha - O Clube da Luta (Chuck Palahniuk)

19/05/2016

Estrelando: Miguel Paes! HAHAHA

 

Título: O Clube da Luta

Autor:  Chuck Palahniuk

Ano: 1996

Editora: Leya

Gênero: Drama

Páginas: 270

 

Sinopse: Chuck Palahniuk narra a história de um jovem funcionário que descobre que sua frustração e ira não podem ser acalmadas com o consumo desenfreado que a mídia oferece. Ele encontra alívio e redenção após horas de luta em pequenos clubes escondidos nos porões de bares da cidade. O Clube da Luta é idealizado por Tyler Durden, que acredita ter encontrado uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e suas regras sem sentido. Mas o que estar por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente.

  

Regras do Clube da Luta:

 

  1. Você não fala sobre o clube da luta

  2. Você não fala sobre o clube da luta

  3. Quando alguém diz 'pare' ou fica desacordado, mesmo que esteja fingindo, a luta acaba

  4. Apenas duas pessoas por luta

  5. Uma luta por vez

  6. Sem camisa e sem sapatos

  7. As lutas duram o quanto tiverem que durar

 

 Capa do livro.

 

Resenha:

 

A primeira regra sobre o clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta. Obrigado por lerem o post, até a próxima!

  

Pronto, agora que já fechei contrato com 'A praça é nossa', vamos ao que interessa.

  

A história é contada por um narrador anônimo. Uma pessoa comum que sofre de insônia causada pela rotina e a falta de motivação em tudo na vida. Podemos perceber (e partilhar) o desalento do personagem durante todas as páginas. O rumo das coisas muda no momento em que o nosso amigo sem nome conhece Tyler Durden, o idealizador do Clube da Luta.

  

Até aqui você tem tudo para crer que o livro se trata de dois amigos que montam um clube para bater nos coleguinhas a troco de entretenimento. Não é por aí.

  

O clube nada mais é do que um plano de fundo para o autor desenvolver seu principal foco. 'Com quem você realmente está lutando?'  As suas investidas, socos e pontapés no clube da luta são direcionados aos seus problemas, suas frustrações e suas mágoas. A depressão é a sua vida e a guerra é espiritual.

  

Em alguns pontos do livro eu me senti lendo um manual de instruções. Até onde pude ver, Chuck detalhou minuciosamente situações que, na minha opinião, não foram de grande importância para a história. Como funciona um silenciador de arma, por exemplo, e isso pode se tornar cansativo.  A título de aprendizagem é ótimo, mas, se fosse o caso, eu procuraria uma leitura mais específica. Têm passagens importantes que ele realmente passa batido, e no momento que eu li, eu questionava a real relevância daquilo. Então, leia com bastante atenção, pois se você se distrair por um parágrafo, pode acabar perdendo um fator determinante da história.

  

O desfecho é surpreendente e o livro é completamente reflexivo. Vale pelo conceito e pela obra como um todo. Não me identifiquei com a escrita de Chuck. Achei extensiva em alguns pontos desnecessários e apressado onde não deveria ser. Mas, no geral, é um livro que eu indicaria. Os capítulos (assim como o livro) são curtos. Qualquer um arruma tempo para ler.

  

Lembrem-se: a primeira regra dos meus posts é que você comenta os meus posts. Vejo vocês nos porões dos bares da cidade.

 

 Sugestão de vídeo que conta curiosidades para quem quiser saber mais sobre O Clube da Luta.

ALERTA: CONTÉM SPOILERS DO FILME.

 

Miguel Paes

Escritor

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Bárbara Salimena, 28 anos.

É formada nos cursos Artes e Design e Moda da UFJF. Vegetariana, é apaixonada por animais em geral, mas seus maiores amores são a cadelinha Isis e os gatinhos Mia, Vicky, Nick e Lucy. Adora moda, lanches, maquiagem, música, filmes e ler um bom livro.